| Quem defende a educação single-sex diz que: ⧫ O poder de escolha tem que ser das escolas: cada escola deve poder aplicar os métodos que acredita serem mais eficientes na educação para que os pais possam escolher quem atende melhor às suas expectativas; ⧫ Que não há discriminação: o conteúdo lecionado para ambos os sexos é o mesmo, o material didático é o mesmo e a separação é apenas para personalizar o ensino e eliminar distrações; ⧫ Não há afastamento social: os meninos e meninas podem continuar convivendo nos intervalos, recreios, atividades extracurriculares, clubes, no seu bairro, igreja etc.; ⧫ Performance: algumas das pesquisas que ressuscitaram esse debate demonstrou que os meninos das escolas single sex apresentam média 5-10% melhores do que escolas de sexo misto, para as meninas o número gira na média de 4-7%. Quando o assunto é matemática, mulheres que estudam em escolas single-sex performam de 7 a 10% melhor do que em escolas de sexo misto; ⧫ Outra classe de pesquisa busca uma forma diferente de medir: em vez de buscar comparar a média das escolas single-sex com as escolas de sexo misto, monitora escolas que operavam com modelo misto e migraram para o single-sex. Em algumas dessas escolas a performance acadêmica chegou a ser incrementada entre 8 a 10 vezes; ⧫ No movimento pro single-sex education também há quem se preocupe com desigualdade de gênero e, mesmo neste caso, entendem que a proposta pode trazer benefícios: os defensores afirmam que as escolas mistas tendem a reforçar os estereótipos de gênero, enquanto as escolas de sexo único podem quebrar os estereótipos de gênero. Por exemplo, as meninas estão livres da pressão para competir socialmente com meninos em assuntos como matemática e ciências. Os meninos, por outro lado, podem admitir mais facilmente interesses tidos como "femininos", como música e poesia; ⧫ Distração: ter uma sala de aula com sexo-misto pode gerar distração e tensão sexual, em especial no período da adolescência. Parte dos desrespeitos ao professor, do bullying, das conversas excessivas e da falta de atenção em sala aula pode estar relacionada à tensão sexual da puberdade e da convivência num momento de aprendizado; ⧫ Diferenças biológicas: Algumas pesquisas indicam que as meninas aprendem melhor quando a temperatura da sala de aula está quente, enquanto os meninos se saem melhor em salas de aula mais frias. Se isso for verdade, a temperatura em uma sala de aula para pessoas do mesmo sexo pode ser definida para otimizar o aprendizado de alunos do sexo masculino ou feminino. Esse é um dos exemplos advogados pelo movimento single-sex education para defender o aspecto positivo de poder personalizar a sala de aula para meninos e meninas. |
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