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terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

DEVEMOS SEPARAR MENINOS E MENINAS NA ESCOLA?

Confira.
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Bom dia, Augusto.
Tudo bem?

Deveríamos ensinar meninos e meninas em salas de aula diferentes? Isso melhora a educação ou piora?

Neste e-mail vamos ver um breve resumo sobre os prós e contras do modelo que ficou conhecido por single-sex education.

A educação Single-Sex (separar meninos e meninas em diferentes salas de aula) é uma abordagem muito antiga na educação, entendida como discriminação e caída em desuso na modernidade; porém, ultimamente a ideia vem recuperando a sua força na Europa e nos Estados Unidos.

O combustível desse debate foram pesquisas recentes que parecem ter demonstrado que meninos e meninas se beneficiam e melhoram seu desempenho acadêmico quando separados.

Mas quando colocadas em prática, essas pesquisas disparam uma acalorada discussão pública que ultrapassa as fronteiras do debate acadêmico.

Política, direitos civis, aspectos socioeconômicos e o desejo de garantir uma não-discriminação entram em cena.

Vamos resumir aqui pra você os principais prós e contras de quem defende e de quem é contra a separação de sexos nas salas de aula:

Quem defende a educação single-sex diz que:

⧫ O poder de escolha tem que ser das escolas: cada escola deve poder aplicar os métodos que acredita serem mais eficientes na educação para que os pais possam escolher quem atende melhor às suas expectativas;

⧫ Que não há discriminação: o conteúdo lecionado para ambos os sexos é o mesmo, o material didático é o mesmo e a separação é apenas para personalizar o ensino e eliminar distrações;

Não há afastamento social: os meninos e meninas podem continuar convivendo nos intervalos, recreios, atividades extracurriculares, clubes, no seu bairro, igreja etc.;

Performance: algumas das pesquisas que ressuscitaram esse debate demonstrou que os meninos das escolas single sex apresentam média 5-10% melhores do que escolas de sexo misto, para as meninas o número gira na média de 4-7%. Quando o assunto é matemática, mulheres que estudam em escolas single-sex performam de 7 a 10% melhor do que em escolas de sexo misto;

⧫ Outra classe de pesquisa busca uma forma diferente de medir: em vez de buscar comparar a média das escolas single-sex com as escolas de sexo misto, monitora escolas que operavam com modelo misto e migraram para o single-sex. Em algumas dessas escolas a performance acadêmica chegou a ser incrementada entre 8 a 10 vezes;

⧫ No movimento pro single-sex education também há quem se preocupe com desigualdade de gênero e, mesmo neste caso, entendem que a proposta pode trazer benefícios: os defensores afirmam que as escolas mistas tendem a reforçar os estereótipos de gênero, enquanto as escolas de sexo único podem quebrar os estereótipos de gênero. Por exemplo, as meninas estão livres da pressão para competir socialmente com meninos em assuntos como matemática e ciências. Os meninos, por outro lado, podem admitir mais facilmente interesses tidos como "femininos", como música e poesia;

Distração: ter uma sala de aula com sexo-misto pode gerar distração e tensão sexual, em especial no período da adolescência. Parte dos desrespeitos ao professor, do bullying, das conversas excessivas e da falta de atenção em sala aula pode estar relacionada à tensão sexual da puberdade e da convivência num momento de aprendizado;

Diferenças biológicas: Algumas pesquisas indicam que as meninas aprendem melhor quando a temperatura da sala de aula está quente, enquanto os meninos se saem melhor em salas de aula mais frias. Se isso for verdade, a temperatura em uma sala de aula para pessoas do mesmo sexo pode ser definida para otimizar o aprendizado de alunos do sexo masculino ou feminino.

Esse é um dos exemplos advogados pelo movimento single-sex education para defender o aspecto positivo de poder personalizar a sala de aula para meninos e meninas.

Quem critica a educação single-sex diz que:

Interatividade social: a separação de meninos e meninas cria uma anomalia no desenvolvimento social de ambos. Em vez de aprenderem a conviver sadiamente, os alunos são afastados justamente no seu período de maior desenvolvimento social: a escola. Esse afastamento pode levar a um retrocesso na equanimidade dos direitos entre homens e mulheres e em um prejuízo na destreza social;

Discriminação: parte do grupo que advoga contra o modelo single-sex afirma que o método reforça estereótipos de gênero e a construção social de habilidades diferentes para homens e mulheres, afastando-os da igualdade entre o sexos;

Fundamentalismo religioso: algumas pessoas envolvidas neste debate afirmam que todas essas pesquisas científicas são impulsionadas por grupos fundamentalistas religiosos que querem separar homens e mulheres por motivos dogmáticos. Sendo este o único motivo para ressurgir com uma pauta que, para os que discordam, representa o retrocesso;

⧫ Poucos educadores são treinados formalmente para usar técnicas de ensino específicas de gênero. Também é apontado que na escassez de horários do mesmo professores, podem estipular professores diferentes para cada classe a acabar prejudicando o corpo docente de um dos grupos;

⧫ Um estudo constatou que quanto maior a porcentagem de meninas em uma sala de aula mista, melhor o desempenho acadêmico de todos os alunos (homens e mulheres). No ensino médio, as salas de aula com os melhores resultados acadêmicos eram consistentemente aquelas que tinham uma porcentagem maior de meninas. O Dr. Schlosser teoriza que uma porcentagem maior de meninas reduz a quantidade de interrupções na sala de aula e promove um melhor relacionamento entre todos os alunos e o professor.

⧫ O Conselho Americano de Educação relata que há menos disparidades acadêmicas entre estudantes masculinos e femininos, em geral a diferença de desempenho é muito maior entre estudantes de diferentes grupos étnicos e de diferentes classes sociais A superação desse abismo acadêmico, eles argumentam, merece mais atenção do que a divisão de gênero.

E o que você acha? Qual a sua opinião sobre separar meninos e meninas em salas de aula diferentes? Responda este e-mail e deixe-nos saber.

No dia 31 de março vamos lançar um documentário para diagnosticar a educação brasileira: PÁTRIA EDUCADORA. 

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Abraço,
Lucas Ferrugem.
Brasil Paralelo.

Enviado por Brasil Paralelo

São Paulo, SP, Brasil

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