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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Alerta Total

Alerta Total


O governo apertou o botão “F”

Posted: 19 Feb 2020 09:00 PM PST



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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O General Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, teve o apoio da maioria esmagadora do povo brasileiro quando desabafou, em conversa com Paulo Guedes e Luiz Eduardo Ramos, que "nós não podemos aceitar esses caras chantagearem a gente o tempo todo; foda-se". No simulacro de democracia do Brasil, o Congresso Nacional não tem legitimidade para sabotar a governabilidade, por interesses espúrios e criminosos.

Os chantagistas sentiram no fígado, e raciocinaram com o intestino. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, reagiu, pateticamente, ao anúncio do aperto do "botão F" por um dos generais mais próximos do Presidente Jair Bolsonaro: "Não vi por parte dele, nenhum tipo de ataque ao Parlamento quando a gente estava votando o aumento de salário dele, como militar na reserva. Quero saber se ele acha se o Parlamento foi chantageado para votar o projeto de lei das Forças Armadas. Não é a primeira vez que ele ataca, só que dessa vez veio a público. Uma pena que o ministro com tantos títulos tenha se transformado num radical, ideológico, contra a democracia, contra o Parlamento".

O General Heleno se justificou no Twitter: "Em mais um lamentável episório de invasão de privacidade, hábito louvado no Brasil, vazou para a imprensa uma conversa que tive com o Dr Paulo Guedes e o General Ramos. Ressalto que a opinião é de minha inteira responsabilidade e não é fruto de qualquer conversa anterior... Externei minha visão sobre as insaciáveis reivindicações de alguns parlamentares por fatias do orçamento impositivo, o que reduz, substancialmente, o orçamento do Poder Executivo e seus respectivos ministérios".

Os políticos profissionais estão aloprando, alguns se borrando de medo? Política é mais pressão do que conciliação ou consenso fácil. Os generais vêm sinalizando, há muito tempo, que cansaram da pressão espúria sobre o Governo. Constitucionalmente, o Congresso não poder, e muito menos legitimidade, para contrariar a vontade popular – esta, sim, legítima.

Como as Forças Armadas, segundo a Carta de 88, são "o povo com armas", os políticos teriam tudo para se apavorar. Acontece que os militares não querem quebra institucional, porém já deixaram transparente que não aceitam mais golpes como orçamento ainda mais impositivo e manobras com emendas parlamentares.  
Rodrigo Maia garantiu que o Congresso vai continuar o diálogo com o governo, organizando as pautas e votando os projetos importantes para o País. Nem a crédula Velhinha de Taubaté acredita nas promessas falsas do Nhonhô Botafogo...

Resumindo: O jogo vai mudar, se depender dos militares no Governo. Eles querem organizar o Centro de Governo, e já avisaram que a tolerância será zero com manobras canalhas do parlamento. Agora, se os políticos preferem pagar para ver o que acontecerá, o risco é inteiramente deles. A maioria esmagadora do povo está com os militares que desejam reformas e mudanças para o Brasil voltar a crescer e ter a chance de se desenvolver.
A Jair Bolsonaro cabe melhorar sua comunicação para uma mobilização e organização popular para que o poder seja exercido de forma estratégica, prevendo a conseqüência dos atos, sem risco de incorrer em crimes de responsabilidade, abuso de poder ou quebras da legalidade.
Assim, só resta aos militares partirem pra cima da politicagem corrupta e demais agentes do Crime Institucionalizado... Como tem de ser...

Fim do dinheiro em espécie

Em nota, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) informou que a entidade é favorável a medidas que reduzam a necessidade de circulação de dinheiro em espécie, que somente de custo de logística totalizam cerca de R$ 10 bilhões ao ano em gastos.

Se depender dos banqueiros, a grana em espécie está com os dias contados.

Será o reino do dinheiro de plástico (via cartões) ou dos meios eletrônicos de pagamento cada vez mais inovadores.

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Jorge Fernando B Serrão

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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 20 de Fevereiro de 2020.

Vendendo Serviços

Posted: 19 Feb 2020 09:00 PM PST



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Há diversos tipos de serviços:

-Cuidados pessoais tais como cabelereiros, dentistas, acupuntura, etc.;
-Assistência técnica para objetos;
-Intangíveis. Estes são os mais difíceis de vender e de contratar. São comparados ao serviço das donas de casa que só aparece quando NÃO é feito.

Diretores de criação em agências de publicidade precisam ter o insuperável dom da percepção de como o seu público alvo reagirá a seus anúncios.

Talvez o melhor que já tenha visto foi o de uma pomada contra hemorróides que mostrava uma pessoa andando a cavalo sem as dores de cada movimento. Dizem as más línguas que não funcionou em Portugal. As vendas do produto não deslancharam, mas em muito aumentou a procura por cavalos para equitação.

Os advogados, principalmente os conselheiros, dificilmente têm seus méritos reconhecidos. Muitas vezes clientes "espertinhos" querem filar uma consulta ou não pagam "um absurdo" cobrado por alguns minutos de "conversa mole".

O ditado popular reza: Dor de barriga não dá uma vez só. Da próxima vez, ele que consulte o Google.

Os médicos são mais felizes. Se num lugar público alguém lhes pede um diagnóstico, o profissional pode responder "Tire a roupa que vou examiná-lo".

Na política as melhoras só ocorrem por outorga de um raro bem intencionado e nunca por demanda popular.

Sem a chance de recontagem do voto impresso qualquer fraude é possível.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Preconceitos

Posted: 19 Feb 2020 09:00 PM PST




Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Milton Pires

É impossível, no entendimento da origem de qualquer conceito, ignorar a importância do preconceito. O preconceito, atacado pelo politicamente correto, não dá origem à verdade – ele cria a verdade comum, mais bem eu deveria dizer a "pós-verdade", a verdade "livre do preconceito" natural de cada um de nós.

O preconceito é a forma primária do conceito. O conceito tem origem na concordância da razão com o seu objeto. O preconceito é a ausência de qualquer razão e qualquer objeto reais "em si mesmos".

Todo preconceito é pois, não resta dúvida, individual e só adquire dimensão social, uma dimensão orgânica na História, quando não se transmite na forma rígida da norma jurídica ou do experimento científico.

O território do preconceito é, digo eu, muito mais a Arte e a Linguagem do que qualquer outro campo em que se faça presente a comunicação humana na sua forma lógica.

O preconceito é a história de uma razão que está grávida de conceitos. Ele é formado por opiniões, por traumas, acidentes e medos. O preconceito antecede o conceito, ele não é a forma impeditiva do conceito.

Não existe maior combate no Brasil do que aquele que se dá aos preconceitos. Nós morremos de medo dos preconceitos, nos aterrorizamos com a possibilidade de alguém nos considerar preconceituosos. Isso nos magoa, nos fere, nos humilha profundamente.

O preconceito é, para nós que vivemos no furacão daquilo que é politicamente correto, a volta no tempo, o retrocesso na ordem evolutiva porque não aceitamos nada diferente de uma Ordem cuja história não seja racional, lógica e capaz de superar qualquer necessidade de manifestação simbólica que abunda nos preconceitos.

Nós vivemos o mito de que a substituição do preconceito pelo conceito é decorrência do próprio progresso e que, inevitavelmente, estas mudanças são coletivas e tem sempre que ser experimentadas na mesma forma, na mesma catarse civil de uma época e de um lugar.

É, mais do que o conceito, do que a própria intelecção, o preconceito que nos torna especiais. O preconceito é o que imaginamos ser possível tornar conceito numa natureza que não obedece regras que nós insistimos que são sempre inteligíveis.

O mundo não é racional, mas natural e assim é, também, o preconceito – ele é infinitamente mais natural do que racional ou moral. Ele é a soma de tudo que não é racional, nem moral, mas que parte do natural na nossa eterna e involuntária tentativa de dar à realidade uma forma compreensível e capaz de ser transmitida numa linguagem que vencerá o desafio de superar o tempo.

É impossível olhar para qualquer realidade física sem formar dela um preconceito que depois, haveremos de ver, não obedece aos fundamentos racionais que utilizamos como categorias organizadoras daquilo que já sabemos ser verdade científica, como categorias históricas.

A luta contra o preconceito é a mais infeliz e antinatural de todas as lutas, é a luta que trai o homem na sua natureza...Nessa nossa natureza que ainda conserva em si mesma uma irracionalidade contra qual toda ciência há de ser, para sempre, infeliz na sua tentativa de superação.

Se o Brasil finalmente um dia "acabar com todos os preconceitos" estará liquidada toda nossa possibilidade individual, nossa capacidade humana, de chegarmos espontaneamente à verdade, ao CONCEITO daquilo que venha a ser qualquer coisa que nos cerca....

Viveremos no Brasil dos passarinhos. NENHUM passarinho azul pode chegar, sozinho, à conclusão de que o quarto passarinho na foto é vermelho porque isso é "preconceito"...

Uma voz muito mais alta, um poder muito mais forte, uma energia descomunal, vai nos obrigar, vai impor a todos nós a pós-verdade: os quatro passarinhos da foto acima são azuis. Ponto final. 

Milton Simon Pires é Médico. Editor do Ataque Aberto.

Nova Privataria à Vista?

Posted: 19 Feb 2020 09:00 PM PST


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Ao que tudo indica, o único tipo de corrupção no serviço público brasileiro que não deixa nenhum rastro se verifica na PRIVATIZAÇAO DE ESTATAIS. E parece não ser necessária nenhuma prova a adicional para confirmar essa realidade  que não seja  a simples comparação entre os  governos "tucanos", de Fernando Henrique Cardoso, de 1995 a 2003 (2 mandatos), e os governos do PT/MDB, de 2003 a 2018.

É provável  que o "rombo" deixado pelo PT/MDB nos cofres públicos  tenha sido  bem maior do que o  deixado pelo   PSDB.  Estima-se que os primeiros assaltaram o erário em cerca de 10 trilhões de reais que, em "trocadinhos", significaria 10 mil bilhões de reais. Não é pouca "grana". Esse valor supera  o PIB brasileiro.           

Mas parece que ninguém até hoje se interessou em fazer alguma estimativa da roubalheira "tucana" nas suas  privatizações. A Embratel, por exemplo, foi "torrada" por 1,6 bilhões, e  tinha mais que esse  valor somente em satélites  artificiais de telecomunicações. Por isso a Embratel foi mais "doada" do que "vendida". E as outras tantas?                                                                                                      

No mesmo  embalo da "privataria tucana" ,a estatal gaúcha, Companhia Riograndense de Telecomunicações-CRT, foi "torrada" por menos de 1 bilhão de reais, e revendida ,pouco tempo depois, por 5 ou 6  vezes mais, num negócio entre "gringos", sem que tenha havido  nenhum investimento  expressivo na "planta" telefônica privatizada. Hoje o que era a CRT está integrado à "OI".

Os governos militares que tomaram o poder, a partir de 1964, organizaram e regulamentaram as empresas paraestatais de direito privado (empresas públicas,sociedades de economia mista, e fundações),a fim de que elas atuassem em áreas do desenvolvimento que eram necessárias,mas que não eram atrativas às empresas privadas,pela baixa lucratividade que ofereciam , e pelo  interesse social que objetivavam àcima de tudo.

O  "esqueleto" jurídico dessas organizações estatais surgiu com a edição do Decreto-Lei Nº 200,de 1967,que  tratou da  então "reforma administrativa", dando plena autonomia a essas empresas ,para que elas  funcionassem como se empresas privadas fossem, tanto que enquadradas na categoria de empresas de "direito privado". Essa inteligente medida deu-se em virtude da consciência  dos políticos e administradores públicos  da época  de que se fossem aplicadas a essas empresas as rotinas do serviço público da Administração Direta, absolutamente nada funcionaria direito. É por essa razão que essas empresas nem estavam sujeitas  inicialmente às normas das licitações públicas para obras, compras e serviços.

Mas bastou os militares entregarem o comando do governo aos políticos, em 1985,que logo eles se encarregam de aniquilar o "espírito"  das empresas estatais, "aparelhando-as" com administradores incapacitados, corruptos,  "capachos" políticos, e  empreguismo  sem limites, retirando toda a autonomia das empresas estatais para transformá-las em meras (outras)  "repartições públicas", inclusive sujeitando-as ao regime das licitações públicas, que sabidamente é a melhor forma  das empresas pagarem mais caro pelas obras,compras e serviços que adquirirem. Essa realidade pode ser verificada com muita facilidade, bastando comparar os "negócios" das empresas privadas com os das estatais.

Será que ninguém se deu por conta que praticamente toda a roubalheira,tanto da  "privataria tucana", quanto  dos 10 trilhões "desviados" pelo PT/MDB, deram-se  à  luz do "moralizador" Regime das Licitações, e de outras leis  também "moralizadoras", que facilitaram tudo ? E que só "pegaram" os corruptos do PT/MDB, "livrando a cara" dos tucanos?

Na verdade os políticos construíram todo um clima,frize-se, de uma situação que eles mesmos criaram,no sentido de receberem apoio incondicional da opinião pública para que se privatize "tudo", que "existe", e mesmo o que "não existe", "incondicionalmente".

Tudo isso me "cheira" evidências  da perspectiva de  volta da roubalheira  pela via das "´privatizações",que novamente seria "legalizada", como antes  já o foi ,na "era tucana", dentro dos "conformes" das leis que regulam as licitações públicas e venda de estatais.

Na verdade nada tenho contra privatizações. Até acredito  que as empresas funcionam melhor em mãos da iniciativa privada. Mas não posso concordar com a roubalheira nas privatizações.  E nada justifica a entrega de empresas estatais em "quase-doação", mascarada  com os subterfúgios da SUBAVALIAÇÃO, seguida de  generosas  propinas de "agradecimento".

Mas o PT/MDB também "avançou" no que não era seu, ou seja,no erário,não perdendo muito para o PSDB,na questão das suas "privatarias",ao lado das "outras". E maior prova que a roubalheira nas privatizações não deixa nenhum rastro,é que pelas suas privatarias ninguém,ninguém mesmo,do PT/MDB foi pego pelas diversas operações da Polícia Federal.

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

Os golpes dos arrombados têm de ser rejeitados

Posted: 18 Feb 2020 09:00 PM PST


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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A corrupção é pornográfica. Foi a petelândia bandida e seus comparsas de roubalheira que deram não só o furo, mas arrombaram os cofres públicos brasileiros. Agora nos obrigam a aturar a narrativa canalha contra Jair Bolsonaro - que conseguiu o milagre de derrotá-los eleitoralmente. A esquerdalha perdida se transformou no subnitrato de pó de merda da politicagem.

A petralhada e similares do submundo do crime institucionalizado ampliam a própria desmoralização a cada atitude fascista e antidemocrática. A situação fica mais abjeta e incômoda sempre que a extrema mídia esquerdopata se presta ao papel de fomentar narrativas que induzem a um golpe contra o Presidente. Ainda bem que os calhordas ideológicos falham, vergonhosamente, nas armações.

Bolsonaro já definiu que partirá para a grosseria contra quem o classifica de inimigo. É tolerância zero com os babacas e com as babaquices. Os ladrões da esperança e do dinheiro dos brasileiros não têm legitimidade para questionar a honestidade do Presidente da República. Só que a cara de pau deles é tão absurda e intensa que eles insistem na narrativa canalha e sem a mínima sustentação na realidade universal e permanente.   

Os golpes dos arrombados precisam ser rejeitados de maneira veemente por aqueles que desejam e lutam pelas mudanças estruturais no Brasil. A maneira mais eficaz, efetiva e eficiente de detonar e neutralizar os inimigos consiste em confrontá-los com a Verdade. Os picaretas já estão derretendo. Nós só precisamos acelerar o processo.

Assim, a recomendação é pressão total pela Democracia. Aos canalhas, nem as batatas...

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 19 de Fevereiro de 2020.

Overdrive

Posted: 18 Feb 2020 09:00 PM PST



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

A Era da Internet nos trouxe um problema novo; o excesso de informação.

Há anos uma revista inglesa publicou um artigo com o título: "So many pigs to the market" dizendo que a enorme oferta de diferentes modelos de automóveis à venda, deixava o comprador confuso e angustiado por achar que seria incapaz de escolher o mais adequado às suas necessidades. No texto afirmava-se que o Rover 75 era um carro brilhante, mas esquecido pelos eventuais compradores.

Assim estamos; perplexos com os inúmeros Apps de bancos digitais, de contabilidade, de lojas on line, etc.

Em seus anúncios, a maioria das ofertas não consegue explicitar em linguagem acessível, para que servem suas inovações, a que custo e, pior, não ensinam o passo a passo para seu uso.

Talvez a mais extraordinária inovação disponível seja a utilização da blockchain na autenticação de páginas na internet para prevenir ou denunciar fraudes. A OriginalMy é uma empresa estoniana fundada por um brasileiro, que opera nesse mercado quase virgem de segurança digital.

Em breve teremos os pagamentos instantâneos, o Open Banking e a Lei Geral de Proteção de Dados.

Todos nós, simples mortais, empresas e órgãos governamentais devemos estar preparados.

Recentemente o site Estante Virtual foi comprado pela Magazine Luiza, a Magalu. A adquirente está mais interessada no cadastro de clientes da Estante do que na idéia de entrar no ramo de livros usados.

Talvez ela se torne em breve, o maior banco operando no Brasil.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Criminalidade e sistema penal falido

Posted: 18 Feb 2020 09:00 PM PST



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant'Ana

Duas notícias de 12/02/20 sintetizavam a falência de nosso sistema penal: seguiam desaparecidos há sete meses seis bandidos que, embora presos em flagrante com toneladas de droga, foram liberados; e o traficante mais perigoso do RS estava solto, havendo cumprido apenas pequena parte dos 74 anos de cadeia a que é condenado.

Lembrando. Em 10/07/19, seis criminosos que guardavam um depósito com 4651 kg de Maconha foram presos em Porto Alegre pela Brigada Militar. Aí, na audiência de custódia, eles alegaram ter levado uns tapas da polícia. Bastou para que a juíza plantonista, Lourdes Helena Pacheco da Silva, considerasse ilegal a prisão, mandando soltar os rapazes...

Horas mais tarde, instada pelo Ministério Público, outra juíza, Vanessa Gastal de Magalhães, mandou prendê-los de novo, porque não havia dúvida quanto à prática do crime e porque eventual excesso da polícia não os transformaria em inocentes - óbvio!

Com a cortesia de praxe, repeliram o desvario da plantonista o comandante do 11° BPM, tenente-coronel André Ilha Feliú, que afiançou a lisura da operação policial, e o diretor do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico, delegado Vladimir Urach. Para ambos, a extravagância da decisão obriga a polícia a trabalhar dobrado.

Ah, mas a a plantonista mandou os travessos darem as caras uma vez por mês no fórum, não saírem da comarca sem autorização legal, voltarem para a casa à noite e comprovarem endereço residencial. Eles não deram bola à doutora. E a notícia é que, há sete meses, eles estão foragidos.

No segundo caso, a Brigada Militar deteve o traficante Juraci Oliveira da Silva (o Jura) portando uma pistola 9 milímetros. Aí se soube que ele estava solto, em que pese ter longa pena a cumprir por homicídio e tráfico de entorpecentes.

Lembrando. Jura é apontado como o patrão do tráfico no Campo da Tuca, zona leste de Porto Alegre, e provável maior distribuidor de drogas na capital gaúcha. Em 1999, ele foi condenado a quase 30 anos de prisão. Em 2009, saiu da cadeia para o semiaberto (albergue prisional Pio Buck). E aproveitou para fugir. Só foi apanhado um ano depois, no Paraguai.

De volta ao Brasil em 2010, foi para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC). E aproveitou para fazer parceria com José Carlos dos Santos (o Seco), que já estava lá. Seco se notabilizou por comandar espetaculares ataques a carros-forte e pela frieza com que matava para roubar. Juntos, eles passaram a planejar ações criminosas a serem executadas por seus comparsas nas ruas.

Em 2015, Jura foi julgado por dois homicídios triplamente qualificados que ele ordenou de dentro da cadeia. E, mesmo reconhecendo a existência dos crimes e a autoria do réu, o júri o absolveu. Durante esse julgamento, ele admitiu que seguia comandando a venda de drogas de dentro da FASC. E não consta que haja deixado de ser o patrão do Campo da Tuca.

Em 29/01/20, Jura foi de novo para o semiaberto por ter "conduta carcerária satisfatória" (sic!), mesmo acumulando condenação a 74 anos de cadeia. E foi novamente preso pela Brigada Militar em 12/02/20.

É a realidade: um sistema penal incapaz de coibir a sanha daqueles que, sem escrúpulos nem compaixão, escolhem o caminho do crime. E como negar que esse quadro ficou imensamente mais grave nas últimas três décadas?

Com a chancela da Constituição de 1988, vigora no país uma paródia da dispensável teoria de Luigi Ferrajoli, o dito "garantismo penal", que mantém um discurso de legitimação do crime e ignora dois pressupostos inelutáveis: (a) todo ato criminoso é uma escolha; (b) é função do Estado reprimir a criminalidade, vindo a proteção da sociedade muito antes do interesse do transgressor.

Eis, em última análise, o reflexo da miopia hermenêutica que predomina nos cursos de Direito e faz a cabeça de novos juízes, promotores, advogados, etc. Sendo que poucos conseguem revisar as crenças adquiridas na faculdade e desenvolver um pensamento autônomo.

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo. E-mail: sentinela.rs@uol.com.br

Desobediência Fiscal

Posted: 18 Feb 2020 09:00 PM PST



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Quem são os verdadeiros parasitas da Nação? Sem dúvida aqueles que vivem da demasiada e quase confiscatória tributação e matam a classe média, impedem o crescimento e minam a produção industrial do País. Falamos de todos os governantes que não corrigem a tabela do imposto de renda, que consideram o salário renda, aumentam anualmente de forma progressiva do IPTU, além do IPVA, e tantos impostos em cadeia que incidem nos preços dos combustíveis.

È uma realidade nua e crua se pagar um dólar e meio por um litro de gasolina. Porém, verdadeiramente, é o próprio teatro do absurdo que contamina a reforma tributária e impacta em todos os setores. No século XVIII, Tiradentes fora esquartejado por causa do quinto cobrado por Portugal da colônia. Hoje são mais do que 35% do produto interno bruto e a reação da sociedade é nenhuma.

Bastaria que um dia por ano nenhum imposto fosse recolhido para sentirmos o drama dos nossos governantes que pagam seus débitos em precatórios sem atualização justa e após mais de uma década. E tem mais se o cidadão comum
ultrapassa 30 km/h na via pública toma multa. Se o seu carro quebra o amortecedor numa cratera é problema dele. Se há alagamento dane-se o contribuinte.

O estado brasileiro é e sempre será o seu sócio quando você mostrar a cara e conseguir pagar. Enquanto isso as igrejas evangélicas e neopentecostais fundadas na imunidade constitucional nada pagam ou recolhem ao erário. Conclusão: a melhor coisa do mundo no Brasil é não pagar impostos, já que o Estado lhe dá um retorno zero.

Massacrados somos todos nós que não temos o planejamento tributário e sofremos o golpe de sanha pela cunha fiscal, ano a ano, uma espécie de confisco. Somos servos e desajuizados. Já que se tivemos um pouco de consciência deixaríamos de recolher por um dia ao longo do ano para ver como é bom saber que o Estado maltrata o cidadão, descuida do idoso e joga a juventude no buraco de lama.

Triste retrato de uma inconfessável realidade na qual somos tragados pelos preços absurdos de condomínios, de planos de saúde e a invencível carga tributária, não praticam impostos regressivos mas sempre majoram, aumentam e mesclam conceitos equivocados para tirar do cidadão o que não tem a pagar.

Na última década em São Paulo, o IPTU subiu mais de cem por cento, alagamentos, enchentes, ruas cheias de crateras, calçadas destruídas, árvores em queda livre, e dizem que a montanha de dinheiro não é suficiente, além de bilhões de multas e o IPVA que pagamos ano a ano, mas essa descrença da população e injustiça praticada com a sociedade um dia terá seu preço exposto quando mostrarem a cara e juntarem os cacos de uma Nação altamente inflacionada pela calamidade tributária, cuja reforma é um ledo engano e uma irresponsabilidade, pois quem gostaria de perder um centavo se a máquina perversa foi feita para arrecadar e não perdoar ou inteligentemente lançar o fato gerador compatível com a capacidade econômico financeira do contribuinte.

Enfim a bestialidade do estado brasileiro é um ponto fora da curva, marca máxima da subcultura e dos resquícios de uma paupérrima colonização impactada por uma República de hospício tributário.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

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